© Filipa Brito

Uma manhã às compras no Bolhão

23 de abril de 2018

Cliente do Bolhão "há vinte e tal anos", Fernando Paulo entra sempre no mercado sabendo que será positivamente surpreendido. Aprecia as cores vívidas e os aromas que denotam a frescura dos produtos. Hoje de manhã, o vereador da Câmara do Porto, responsável pelos pelouros da Habitação e Coesão Social e da Educação, deixou-se acompanhar na visita.

 

 

"Sempre que posso, faço compras no Bolhão. Normalmente, gosto de comprar aqui a fruta e os legumes". Se está já perto o regresso a casa, "aproveito para levar peixe fresco". Hoje as compras estavam já meio delineadas: Fernando Paulo tem um jantar planeado e sabia que neste mercado encontraria vários dos produtos necessários "com a garantia de qualidade-preço".

 

Os frescos à venda são com certeza "mais nutritivos e saborosos do que aqueles que se vendem nas prateleiras dos supermercados", ouve-se dizer a um comprador que se aproxima da banca. Fernando Paulo não discorda, pelo contrário, mas como cliente habitual faz por explicar que a qualidade dos produtos não é atributo único do Bolhão. O contacto com os seus comerciantes torna a experiência de compra numa atividade lúdica e "enriquecedora" dos pontos de vista humano e social.

 

Até ao final deste mês, é bem provável que o vereador regresse ao emblemático edifício para efetuar compras. E a partir de 2 de maio, assegura, "vai continuar a procurar os frescos com sabor e textura, a preços verdadeiramente acessíveis", no Mercado Temporário do Bolhão. Como lembra em uníssono com a vendedora que o serve, à sua espera vão estar os mesmos comerciantes, com "a simpatia" de sempre.

 

O emblemático edifício do Bolhão está a dias de encerrar para obras, urgentes há décadas. Durante o período de reabilitação do espaço, a maioria dos seus comerciantes continuará a exercer a sua atividade de sempre no Centro Comercial La Vie, literalmente a 200 passos de distância.

 

Não há, por isso, lugar para despedidas; Fernando Paulo, como cliente, vai "acompanhar os vendedores". Para já e até ao final do mês, é no velho Bolhão que faz as suas compras. Sempre mais alguma coisinha? Mesmo antes de se despedir, não resistiu às favas para fazer com arroz e um queijo de ovelha curado.

 

Com a tarde a aproximar-se, encaminha-se para a saída do edifício por Fernandes Tomás. É aí, num balcão customizado, que cada cliente tem direito a brindes úteis, a escolher conforme os carimbos já colecionados numa caderneta especial. Porque o Bolhão é isto mesmo: especial.

 

 

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