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Mercado do Bolhão é para avançar

12 de janeiro de 2016

Rui Moreira garantiu hoje que o projeto do Mercado do Bolhão vai avançar, independentemente da aprovação do PEDU, Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano, que a Câmara do Porto já entregou na CCDRN e onde o restauro do mercado aparece como candidatável a fundos comunitários. Falando na reunião de Câmara desta terça-feira e respondendo aos vereadores da oposição, o presidente da Câmara disse que o projeto está a progredir e será cumprido, dentro do que foi apresentado há cerca de um ano e que aguarda a chegada do parecer prévio da Secretaria de Estado da Cultura. 

 

O vereador Amorim Pereira levantou hoje uma série de questões acerca do projeto, defendendo que "está na hora dos vereadores serem informados sobre o assunto". Rui Moreira concordou com o vereador do PSD na realização de uma reunião, assim que cheguem os pareceres que aguarda, lembrando que "há um ano revelámos as nossas intenções e um cronograma. Embora estejamos ainda dependentes de alguns pareceres externos, estamos a trabalhar dentro dos prazos previstos".

 

O presidente da Câmara lembrou que a autarquia ainda não recebeu fisicamente o parecer vinculativo da Secretaria de Estado da Cultura ao projeto apresentado e que, sem esse parecer, "é prematuro fazer qualquer reunião", decisão também apoiada pelo vereador Pedro Carvalho, da CDU. Amorim Pereira questionou, ainda, sobre se não estaria a ser repetido trabalho de projeto já realizado pelo arquiteto Joaquim Massena, mas Rui Moreira esclareceu que quando chegou "não era esse o projeto que estava em cima da mesa", e que aquilo que vai fazer "é o restauro e modernização do mercado, mantendo-o como mercado de frescos", para explicar que o projeto que existia, quando tomou posse, não era compatível com a ideia de mercado que existe.

 

O projeto de reabilitação e modernização do Mercado do Bolhão foi já apresentado à Direção Regional de Cultura e à CCDRN e o concurso será lançado nos próximos meses, depois de chegados todos os pareceres. A Câmara do Porto espera financiá-lo também através de fundos comunitários, no âmbito do novo quadro comunitário de apoio, mas anunciou ter verbas disponíveis para avançar, caso isso não aconteça.

 

 

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