Mercado do Bolhão

20 de maio de 1914

O primeiro mercado é substituído pelo atual edifício do Mercado do Bolhão, com projeto do arquiteto António Correia da Silva, que envolve uma praça de mercado.

A organização desta, conjugando a matriz da feira ancestral abrigada sob alinhamentos de árvores com a tipologia clássica das colunatas da stoa grega, assenta no ritmo das sequências de pavilhões modulados, com desenho assinado pelo arquiteto José Teixeira Lopes.

Tanto no edifício envolvente, como na área do mercado propriamente dito, é notória a influência do desenho eclético Beaux-Arts parisiense, escola onde os dois arquitetos portuenses concluíram a sua formação.

Ocupando um quarteirão central da baixa portuense, o Mercado do Bolhão funciona como um elemento estruturador da malha urbana, relacionando o espaço interior com as lojas voltadas para as ruas envolventes.

Trata-se de um todo arquitetónico, no qual tomam parte diferentes tipos de estruturas, que são usadas de forma aparente e decorativa, como os pilares e consolas de ferro fundido que suportam as galerias e respetiva cobertura, a forma característica dos sistemas de madeira das coberturas dos pavilhões, para além das estruturas de alvenaria de granito e de betão armado do edifício principal ou das colunas dóricas dos pavilhões.

A monumentalidade do edifício é acentuada pelos torreões cilíndricos dispostos nas esquinas, contrastando com a horizontalidade das fachadas, a principal rematada por um frontão brasonado atribuído a Bento Cândido da Silva, personificando o comércio e a agricultura.

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